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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

ESTAMOS A UM PASSO DO PARAÍSO

Estamos a um passo do paraíso, mas antes temos que passar por um UMBRAL, que pode ser presságios de boas novas ou puro estresse. Contextualizando a essência desse discurso ou, trocando em miúdos, reafirmamos que o fim do ano letivo já é uma realidade, mas ainda temos que passar pelo CoC final. E aí é uma choradeira sem tamanho por parte dos alunos que, fatalmente, ficarão reprovados e idas e vindas de pais e responsáveis, que, raríssimas vezes ou nunca compareceram à escola quando esta os convocava para as reuniões. Alunos que brincaram o tempo todo, mesmo sendo orientados por profissionais no sentido de que buscassem outros caminhos, demonstraram não ter aprendido a lição como deveriam. Fala-se muito em construções de cidadania, de autonomia, de conhecimentos. O aluno construiu sua reprovação paulatinamente, quando não se permitiu ser cidadão, ter autonomia e construir conhecimentos. Não foi não ter aprendido a Equação de 1º ou 2º graus, escrever uma redação usando os princípios básicos das ortografia e gramática brasileiras, a importância de um tiro no coração de um presidente brasileiro, para a nossa sociedade entre tantos outros conteúdos programáticos das diversas disciplinas, que compõem a matriz curricular de um curso, que o aluno se reprova. Ao contrário, isso acontece, quando o "cidadão" se ausenta, deixando também para trás por um caminho mal traçado a sua autonomia e a oportunidade de ter construído uma sólida base de conhecimento, que ficaria para a vida toda... e tudo isso perdido em um ano letivo!
Mas, ainda tem o Conselho Final. Será que essa organização escolar retificará ou ratificará tal situação?

segunda-feira, 27 de julho de 2009

PIAGET E VYGOTSKY - Diferenças e semelhanças

PIAGET E VYGOTSKY

Diferenças e semelhanças

Do que foi visto, é possível afirmar que tanto Piaget como Vygotsky concebem a criança como um ser ativo, atento, que constantemente cria hipóteses sobre o seu ambiente. Há, no entanto, grandes diferenças na maneira de conceber o processo de desenvolvimento. As principais delas, em resumo, são as seguintes:

A) QUANTO AO PAPEL DOS FATORES INTERNOS E EXTERNOS NO DESENVOLVIMENTO

Piaget privilegia a maturação biológica; Vygotsky, o ambiente social, Piaget, por aceitar que os fatores internos preponderam sobre os externos, postula que o desenvolvimento segue uma seqüência fixa e universal de estágios. Vygotsky, ao salientar o ambiente social em que a criança nasceu, reconhece que, em se variando esse ambiente, o desenvolvimento também variará. Neste sentido, não se pode aceitar uma visão única, universal, de desenvolvimento humano.

B) QUANTO À CONSTRUÇÃO REAL

Piaget acredita que os conhecimentos são elaborados espontaneamente pela criança, de acordo com o estágio de desenvolvimento em que esta se encontra. A visão particular e peculiar (egocêntrica) que as crianças mantêm sobre o mundo vai, progressivamente, aproximando-se da concepção dos adultos: torna-se socializada, objetiva. Vygotsky discorda de que a construção do conhecimento proceda do individual para o social. Em seu entender a criança já nasce num mundo social e, desde o nascimento, vai formando uma visão desse mundo através da interação com adultos ou crianças mais experientes. A construção do real é, então, mediada pelo interpessoal antes de ser internalizada pela criança. Desta forma, procede-se do social para o individual, ao longo do desenvolvimento.

C) QUANTO AO PAPEL DA APRENDIZAGEM

Piaget acredita que a aprendizagem subordina-se ao desenvolvimento e tem pouco impacto sobre ele. Com isso, ele minimiza o papel da interação social. Vygotsky, ao contrário, postula que desenvolvimento e aprendizagem são processos que se influenciam reciprocamente, de modo que, quanto mais aprendizagem, mais desenvolvimento.

D) QUANTO AO PAPEL DA LINGUAGEM NO DESENVOLVIMENTO E Á RELAÇÃO ENTRE LINGUAGEM E

PENSAMENTO

Segundo Piaget, o pensamento aparece antes da linguagem, que apenas é uma das suas formas de expressão. A formação do pensamento depende, basicamente, da coordenação dos esquemas sensorimotores e não da linguagem.Esta só pode ocorrer depois que a criança já alcançou um determinado nível de habilidades mentais, subordinando-se, pois, aos processos de pensamento. A linguagem possibilita à criança evocar um objeto ou acontecimento ausente na comunicação de conceitos.Piaget, todavia, estabeleceu uma clara separação entre as informações que podem ser passadas por meio da linguagem e os processos que não parecem sofrer qualquer influência dela. Este é o caso das operações cognitivas que não podem ser trabalhadas por meio de treinamento específico feito com o auxílio da linguagem. Por exemplo, não se pode ensinar, apenas usando palavras, a classificar, a seriar, a pensar com responsabilidade.

Já para Vygotsky, pensamento e linguagem são processos interdependentes, desde o início da vida. A aquisição da linguagem pela criança modifica suas funções mentais superiores: ela dá uma forma definida ao pensamento, possibilita o aparecimento da imaginação, o uso da memória e o planejamento da ação. Neste sentido, a linguagem, diferentemente daquilo que Piaget postula, sistematiza a experiência direta das crianças e por isso adquire uma função central no desenvolvimento cognitivo, reorganizando os processos que nele estão em andamento.


Disponível em: http://www.monografias.brasilescola.com/psicologia/piaget-vygotsky--diferencas-semelhancas.htm . Texto de Renata Gonçalves. Acesso e captura em 27/07/2009.

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