domingo, 28 de novembro de 2010

COTIDIANESCO IV

“É importante aprender a não se aborrecer com opiniões diferentes das suas, mas dispor-se a trabalhar para entender como elas surgiram. Se depois de entendê-las ainda lhe parecerem falsas, então poderá combatê-las com mais eficiência do que se você tivesse se mantido simplesmente chocado”. [ Bertrand Russell ]

UMA FRESTA NA PORTA

Os efetivos vinte e sete (27) anos de serviços prestados à educação brasileira, é tempo suficiente para se ter passado por muitos problemas. E passamos. Eles não poderiam nos levar à desistência, apesar de ter pensado nisso logo na primeira dezena de anos.
Muitas vezes ouvimos profissionais da educação falando em desistir, mas não dávamos muita trela, por entendermos que era coisa de velho. Puro exercício preconceituoso. E o velho aqui, já quase se aposentando, percebe alguns neófitos no magistério, falando as mesmas coisas, quando se deparam com pequenos problemas, quando se aborrecem com um aluno aqui, outro acolá ou quando discutem com um colega por coisas banais.
Dizem que com a velhice, vem a sabedoria. Não se sabe se o ato de relevar determinadas situações, é sabedoria ou não. O que sabemos, é que quando algumas coisas dão lampejos de que vão nos aborrecer, procuramos, como explicitado por RUSSEL, entender como elas surgiram. Só que quando não entendemos nos aborrecemos de verdade. Aí, sai de baixo!
Apesar de todos os pesares em todo esse tempo de magistério, orgulhamo-nos em dizer, que “combatemos bons combates”.
Participamos do IV ENCONTRO DE ADOLESCENTES, promovido pela Divisão de Orientação Educacional, coordenando, com a companheira Adriana Pires, uma oficina sobre álcool e drogas, no dia 25.
Experimentamos no final desse mês a satisfação de desenvolver um trabalho com alguma integração com a Supervisão, na figura da companheira Zeila Cotias. Com nossas experiências, percebemos que não houve necessidade de ficarmos cerceando a liberdade, a autonomia profissional do outro, para que tal acontecesse. Na medida em que houvesse a necessidade da intervenção de “A” ou “B”, buscávamos a companhia do outro. Quando tínhamos que planejar alguma atividade em conjunto, o fizemos sem muito alarde, como foi com o 2º CoC. Quando algum aluno procurava a OE, trazendo um problema referente a um professor, automaticamente solicitava a ajuda da SE e, prontamente, surgia a solução. Nenhum problema ficou para depois e nem foi criado uma celeuma em torno do mesmo.
Esta escola de ensino médio é uma instituição sui generis. Um colégio espetacular para se trabalhar, no que se refere à ação do OE, especificamente com os alunos. Que outro lugar, na Rede Pública Municipal de Ensino, seria melhor, tendo a tranqüilidade de receber os melhores alunos do Ensino Fundamental?
Com essa característica, ainda ousamos um “confronto” direto com as consideradas melhores escolas da rede privada, com aquelas instituições que tem por objetivo maior em seus Projetos Políticos Pedagógicos, tentar levar os seus alunos à desenfreada competição por uma vaga das melhores Universidades Públicas do nosso estado. Como Escola Pública e sem a sangria desatada da competição pela competição, visando levar os nossos alunos à construção da autonomia para a sua formação cidadã, a história dessa nossa instituição registra um número extraordinário de alunos que conseguiram galgar as melhores Universidades.

ENCOSTANDO A PORTA

Entendemos que o que atrapalha um pouco (para não ser tão radical) o bom andamento da escola, são algumas atitudes egocêntricas de certos profissionais, umas concepções equivocadas do ato educativo, da prática pedagógica, o exercício politiqueiro de alguns e a equivocada defesa de um “feudo pedagógico”, de um pedaço do Rui, de um espaço que é público, que se quer privado de qualquer maneira.
Os alunos não! Esses são maravilhosos e arriscamos a dizer, que a performance escolar desses jovens não se faz, exclusivamente, aqui, como muitos docentes cismam em afirmar. Eles não estão aqui por acaso e se aqui chegaram, vieram por um caminho que conseguiram trilhar ao longo do Ensino Fundamental.
Por eles, tenho muito orgulho da instituição que sou lotado!

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