quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Carta à Karla Pontes


Ao visitar o blog da amiga KARLA PONTES (www.kentrenostodos.blogspot.com)deparei-me com o texto "Senhora presidenta" em que a autora resgata a importância do papel do professor num país que se deseja justo e igualitário. O texto representa uma carta escrita por um pai que, infelizmente, não teve a oportunidade de estudar, pois a escola não lhe proporcionou tal ensejo, mas orgulhoso da filha professora. Não me contive diante da beleza do texto e comentei, no espaço próprio, o seguinte: Minha santa mãezinha (que Deus a tenha em lugar privilegiado!)dizia e deve dizer até hoje e dirá por toda a eternidade a mesma coisa 'daquele menino', que hoje já passa dos cinquenta. Mas, enquanto tivermos reprovados pela rigidez didático-pedagógica de professores e pela rigidez fria das paredes impermeáveis/intransponíveis das nossas escolas; enquanto os discursos e pensamentos e práticas pedagógicos continuarem a ser o engessamento do protagonismo dos nossos alunos; enquanto não se travestir de, salve-salve Paulo Freire, 'politicidade' as nossas ações profissionais e, antes disso, cidadãs; enquanto as formações acadêmicas de nossos professores não se desapegarem (cruz credo mangalô três vezes, sai de ré satanás!) dos anos 60, quando éramos regidos pelo Tecnicismo na Educação; enquanto não partirmos para a prática da formação política em toda a sua essência, que faça com que o cidadão comum entenda que o termo vandalismo não é uma palavrinha bonita criada pela "vênus prateada", pela maravilhosa e correta Tv Globo; enquanto tudo isso estiver acontecendo e a 'bola rolando' e, enquanto cultivarmos o pensamento de que não vou pro movimento '#VEMPRARUA#, pois seria SÓ mais um e não faria diferença e mais, enquanto acreditarmos que aquele(a) que aparece gritando, brigando, se manifestando, xingando (e não soubermos dimensionar até que ponto esta ação é real e não forjada para ser considerado o novo "SASSÁ MUTEMA", o salvador da pátria podre, o eleito para ser o novo prefeito, governador, presidente); enquanto acharmos que um próximo poderá ser melhor do que o que está no poder, não seremos nada! Nem cidadão/cidadã, nem professor(a), educador(a)não seremos. Enquanto não entendermos, decifrarmos que "a união das ovelhas, faz o leão se deitar com fome", não seremos ninguém!

Técnicas de elaboração de artigo científico

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